Pentagrama
O Símbolo através da História

A humanidade sempre teve ao seu
redor um mundo de forças e energias ocultas que muitas
vezes não conseguia compreender nem identificar. Assim
sendo, buscou ao longo dos tempos, proteção a esses
perigos ou riscos que faziam parte de seu medo ao desconhecido,
surgindo aos poucos muitos objetos, imagens e amuletos, criando-se
símbolos nas tradições de cada povo.
O pentagrama está entre os principais e
mais conhecidos símbolos, pois possui diversas representações
e significados, evoluindo ao longo da história. Passou
de um símbolo cristão para a atual referência
onipresente entre os neopagãos com vasta profundidade mágica.
Origens e difusões
Num dos mais antigos significados do pentagrama,
os Hebreus designavam como a Verdade, para os cinco livros
do Pentateuco (os cinco livros do Velho Testamento, atribuídos
a Moisés). Na Grécia Antiga, era conhecido como
Pentalpha, geometricamente composto de cinco As.
O
pentagrama também é encontrado na cultura chinesa
representando o ciclo da destruição, que é
a base filosófica de sua medicina tradicional. Neste caso,
cada extremidade do pentagrama simboliza um elemento específico:
Terra, Água, Fogo, Madeira e Metal. Cada elemento
é gerado por outro, (a Madeira é gerada pela Terra),
o que dará origem a um ciclo de geração ou
criação. Para que exista equilíbrio é
necessário um elemento inibidor, que neste caso é
o oposto (a Água inibe o Fogo).
A geometria do pentagrama e suas associações
metafísicas foram exploradas por Pitágoras e posteriormente
por seus seguidores, que o consideravam um emblema de perfeição.
A geometria do pentagrama ficou conhecida como A Proporção
Divina, que ao longo da arte pós-helênica, pôde
ser observada nos projetos de alguns templos. Era um símbolo
divino para os druidas. Para os celtas, representava a deusa Morrighan
(deusa ligada ao Amor e a Guerra). Para os egípcios, era
o útero da Terra, mantendo uma relação simbólica
com as pirâmides.
Os primeiros cristãos tinham o pentagrama
como um símbolo das cinco chagas de Cristo. Desse modo,
visto como uma representação do misticismo religioso
e do trabalho do Criador. Também era usado como símbolo
da comemoração anual da visita dos três Reis
Magos ao menino Jesus. Ainda, em tempos medievais era usado como
amuleto de proteção contra demônios.
Os Templários,
uma ordem de monges formada durante as Cruzadas, ganharam grande
riqueza e proeminência através das doações
de todos aqueles que se juntavam à ordem; além de
grandes tesouros trazidos da Terra Santa. Na localização
do centro da Ordem dos Templários, ao redor de Rennes du
Chatres, na França, é notável observar um
pentagrama natural, quase perfeito, formado pelas montanhas que
medem vários quilômetros ao redor do centro. Ainda
é possível perceber, a profunda influência
do símbolo, em algumas Igrejas Templárias em Portugal,
que possuem vitrais na forma de Pentagramas. No entanto, Os Templários
foram
dizimados pela mesquinhez da Igreja e pelo fanatismo religioso
de Luis IX, em 1303. Iniciou-se assim a Idade das Trevas, onde
se queimavam, torturavam e excomungavam qualquer um que se opusesse
a Igreja. Durante esse longo tempo de Inquisição,
a igreja mergulhou no próprio diabolismo ao qual se opunha.
Nessa época o pentagrama simbolizou a cabeça de
um bode ou do diabo, na forma de Baphomet, o mesmo que
a Igreja acusou os Templários de adorar. Assim sendo, o
pentagrama passou de um símbolo de segurança à
representação do mal, sendo chamado de Pé
da Bruxa. Assim, a perseguição da Igreja fez
as religiões antigas se ocultarem na clandestinidade.
foram
dizimados pela mesquinhez da Igreja e pelo fanatismo religioso
de Luis IX, em 1303. Iniciou-se assim a Idade das Trevas, onde
se queimavam, torturavam e excomungavam qualquer um que se opusesse
a Igreja. Durante esse longo tempo de Inquisição,
a igreja mergulhou no próprio diabolismo ao qual se opunha.
Nessa época o pentagrama simbolizou a cabeça de
um bode ou do diabo, na forma de Baphomet, o mesmo que
a Igreja acusou os Templários de adorar. Assim sendo, o
pentagrama passou de um símbolo de segurança à
representação do mal, sendo chamado de Pé
da Bruxa. Assim, a perseguição da Igreja fez
as religiões antigas se ocultarem na clandestinidade.
Ao fim da era das Trevas, as sociedades secretas
começam novamente a realizar seus estudos sem o medo paranóico
das punições da Igreja. Ressurge o Hermetismo, e
outras ciências misturando filosofia e alquimia. Floresce
então, o simbolismo gráfico e geométrico,
emergindo a
Renascença
numa era de luz e desenvolvimento. O pentagrama agora, significa
o Microcosmo, símbolo do Homem de Pitágoras
representado através de braços e pernas abertas,
parecendo estar disposto em cinco partes em forma de cruz (O Homem
Individual). A mesma representação simboliza também
o Macrocosmo, o Homem Universal, um símbolo de
ordem e perfeição, a Verdade Divina. Agrippa
(Henry Cornelius Von de Agrippa Nettesheim), mostra proporcionalmente
a mesma figura, colocando em sua volta os cinco planetas e a Lua
no ponto central (genitália) da figura humana. Outras ilustrações
do mesmo período foram feitas por Leonardo da Vinci, mostrando
as relações geométricas do Homem com o Universo.
Renascença
numa era de luz e desenvolvimento. O pentagrama agora, significa
o Microcosmo, símbolo do Homem de Pitágoras
representado através de braços e pernas abertas,
parecendo estar disposto em cinco partes em forma de cruz (O Homem
Individual). A mesma representação simboliza também
o Macrocosmo, o Homem Universal, um símbolo de
ordem e perfeição, a Verdade Divina. Agrippa
(Henry Cornelius Von de Agrippa Nettesheim), mostra proporcionalmente
a mesma figura, colocando em sua volta os cinco planetas e a Lua
no ponto central (genitália) da figura humana. Outras ilustrações
do mesmo período foram feitas por Leonardo da Vinci, mostrando
as relações geométricas do Homem com o Universo.
Posteriormente, o pentagrama também foi
associado aos quatro elementos essenciais (terra, água,
ar e fogo) mais o quinto, que simboliza o espírito (A
Quinta Essência dos alquimistas e agnósticos)
Na Maçonaria,
o Laço Infinito (como também era conhecido
o pentagrama, por ser traçado com uma mesma linha) era
o emblema da virtude e do dever. O homem microcósmico era
associado ao Pentalpha (a estrela de cinco pontas), sendo o símbolo
entrelaçado ao trono do mestre da Loja.
Com Eliphas
Levi (Alphonse Louis Constant), o pentagrama pela primeira
vez, através de uma ilustração, foi associado
ao conceito do bem e do mal. Ele ilustra o pentagrama microcósmico
ao lado de um pentagrama invertido (formando a cabeça do
bode, Baphomet).
O pentagrama voltou a ser usado em rituais pagãos
à partir de 1940 com Gerald Gardner. Sendo utilizado nos
rituais simbolizando os três aspectos da deusa e os dois
do deus, surgindo assim a nova religião Wicca.
Desse modo, o pentagrama retoma sua força como poderoso
talismã, ajudado pelo aumento do interesse popular pela
bruxaria e Wicca, que à partir de 1960, torna-se cada vez
mais disseminada e conhecida. Essa ascensão da Wicca, gera
uma reação da Igreja da época, chegando ao
extremo quando Anton
LaVey adota o pentagrama invertido (em alusão a Baphomet
de Levi), como emblema da sua Igreja de Satanás, e faz
com que a Igreja Católica considere que o pentagrama (invertido
ou não) seja sinônimo de símbolo do Diabo,
difundindo esse conceito para os cristãos. Assim naquela
época, os Wiccanos para se protegerem dos grupos religiosos
radicais, chegaram a se opor ao uso do pentagrama.
Até hoje o pentagrama é um símbolo
que indica ocultismo, proteção e perfeição.
Independente do que tenha sido associado em seu passado, ele se
configura como um dos principais e mais utilizados símbolos
mágicos da cultura Universal.
Por
Spectrum
Exagrama
De um modo primitivo, por hexagrama,
podemos compreender como a reunião de seis letras ou caracteres;
já que a palavra tem origem no grego e significa seis linhas
ou seis caracteres (hex = seis; gramma = linha).
Portanto, uma seqüência de seis sinais gráficos
(letras ou figuras geométricas, por exemplo) pode ser considerada
um hexagrama. Assim, na filosofia oriental denominada I Ching,
o hexagrama possui uma representação linear.
Porém,
dentro da maioria das escolas esotéricas ocidentais, o
hexagrama usualmente assume a forma de uma estrela de seis pontas
e é conhecido também por Estrela de Davi, Selo
de Salomão, entre outros. É esta versão
que carrega inúmeros significados ao longo da história
e figura tanto como símbolo maior do Estado de Israel como
na simbologia ocultista. Mesmo havendo distinções
interpretativas entre o hexagrama com as linhas entre-laçadas
e o hexagrama com os triângulos sobrepostos, as definições
confundem-se e ampliam ainda mais as hipóteses das origens,
significados e aplicações.
Origens
A maioria das teorias que pretende encontrar a
origem específica do hexagrama está relacionada
ao judaísmo. Uma delas, sem embasamento histórico
confiável, faz alusão ao nome do Rei Davi. Segundo
a tradição judaica, o nome Davi era escrito com
apenas três letras no alfabeto hebraico: dalet, vav
e dalet. A primeira e última letra (dalet),
possui uma forma semelhante ao triângulo. Se uma delas for
invertida verticalmente e sobreposta à outra, forma-se
o hexagrama. Mais uma hipótese é de que o hexagrama
seja uma versão estilizada do lírio branco, flor
de seis pétalas que é identificada como o povo de
Israel no livro bíblico Cântico dos Cânticos.
Outra origem refere-se ao escudo do Rei Davi, que
possuía forma triangular e nele estava gravado o Grande
Nome Divino de 72 Letras, juntamente com as letras hebraicas
m, k, b e y (letras da palavra Macabi). Entretanto, neste
caso, não há uma linha nítida que associe
o símbolo ao Escudo de Davi (Marguen Davi), sendo
que a expressão Marguen Davi passou a ser utilizada referindo-se
ao hexagrama, apenas a partir do século XIV. Ainda, pode-se
supor que o símbolo tenha surgido na época de Bar
Kochba (132-135 d.C.) quando os judeus combatiam os romanos, passaram
a utilizar escudos mais resistentes, nos quais foram gravados
dois triângulos entre-laçados.
O símbolo
na história
Entretanto, desde a Idade do Bronze, símbolos
em forma de estrela, como o pentagrama
e o hexagrama, já eram encontrados em civilizações
distantes, tanto no aspecto geográfico como cultural, como
na Índia, Mesopotâmia e Grã-Bretanha.
O
mais antigo artefato judaico contendo um hexagrama de que
há registro, é um selo encontrado na cidade
de Sidon (Líbano), datado do século VII antes
de Cristo. Mesmo que no período do Segundo Templo,
os símbolos judaicos mais comuns eram o shofar,
o lulav e a menorá, foram encontrados
pentagramas e hexagramas em trabalhos arqueo-lógicos,
como no friso da sinagoga de Cafarnaum (século II
ou III d.C.) e uma lápide (ano 300 d.C.), no sul
da Itália. Na literatura judaica, uma referência
encontra-se no livro Eshkol Hakofer, do sábio
Yehudah ben Eliahu Hadasi, que viveu no século XII.
No capítulo 242, é citado costumes do povo
que, gradativamente, foram sofrendo mutações
e o símbolo assume um caráter místico:
"e os sete anjos na Mezuzá foram escritos
- Miguel e Gabriel [...] o Eterno irá guardar-te
e este símbolo chamado Escudo de Davi é escrito
em todos os anjos e no final da Mezuzá...".
A bíblia cristã, possivelmente,
faz referência ao hexagrama através de uma
metáfora citando animais de seis asas: "...os
quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao
redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não
descansam nem de dia nem de noite..." (Apocalipse
- 4:8).
A utilização ornamental de estrelas,
de cinco ou de seis pontas, estendeu-se durante a Idade Média
aos povos muçulmanos e cristãos e o hexagrama é
encontrado em ambas as religiões. Iluminuras de manuscritos
hebraicos medievais também contêm hexagramas. Ainda
na era medieval, encontram-se os primeiros amuletos de proteção
em que surge o hexagrama, como no Mezuzot (pergaminho-amuleto
do judaísmo).
A partir do século XIII, na Espanha e na
Alemanha, encontra-se manuscritos bíblicos nos quais partes
da messorá (tradição oral judaica) são
escritas em micrografia, em forma de hexagrama. Até o século
XVI, os sábios cabalistas acreditavam que o símbolo
não deveria ser desenhado com simples linhas geométricas;
mas sim composto com determinados nomes sagrados e suas combinações.
Em 1354, o rei da Bohemia, Carlos IV (Karel), concedeu
à comunidade judia de Praga, o privilégio de uma
bandeira, que foi confeccionada num fundo vermelho e o hexagrama,
centralizado, em dourado. Dessa forma, o símbolo, conhecido
também como Marguen Davi (Escudo de Davi),
adquiriu uma conotação religiosa e tornou-se também
uma referência do estado.
A partir do século XVII, o hexagrama tornou-se
emblema oficial de várias comunidades judaicas. Em meados
do século XVII, em Viena, foi gravado sobre uma pedra que
delimitava os bairros judeus e cristãos, juntamente com
uma cruz. Quando os judeus foram expulsos desta cidade, levaram
o símbolo para as outras cidades, como a Moravia e Amsterdã.
No ano de 1799, foi utilizado para representar o povo judeu em
uma gravura anti-semita. No decorrer dos séculos XIII e
XIX, algumas instituições, como as sociedades beneficentes,
usavam o símbolo em seus documentos. Em 1933, sob a decisão
de Adolf Hitler, a Estrela Judaica (como os nazistas,
pejorativamente, referiam-se ao símbolo) foi utilizada
nas vestimentas dos judeus para que fossem facilmente reconhecidos.
Apenas em 1948, o hexagrama foi adotado pela bandeira do estado
de Israel e tornou-se a maior referência do judaísmo.
O místico
hexagrama
Além de ser um símbolo que representa
uma nação, ter sido considerado um "símbolo
de desonra" no Terceiro Reich, e utilizado por instituições
independentes ao longo da história, o hexagrama também
traz um forte apelo ocultista.
Segundo a obra de Albert G. Mackey sobre a maçonaria,
The Symbolism of Freemasonry os dois triângulos
entrelaçados representam a união das forças
ativa e passiva na natureza, os pólos feminino e masculino,
yoni e linga (representações dos
genitais no hinduísmo). Sendo o triângulo voltado
para baixo o símbolo do princípio feminino e o triângulo
voltado para cima representando o princípio masculino.
Portanto, nesta interpretação, o hexagrama possui
um simbolismo sexual. O hexagrama também foi adotado na
Maçonaria do Arco Real e, neste caso, segundo
o autor maçom Wes Cook, o símbolo representa equilíbrio
e harmonia.
Há também uma interpretação
na qual o triângulo voltado para baixo representa o céu
e o segundo triângulo simboliza a terra; de forma que um
interfira no outro. Supõe-se também que as seis
pontas representariam o domínio celeste sobre os quatro
ventos, sobre o que está em cima e sobre o que está
em baixo na terra.
Na Cabala judaica, o hexagrama faz alusão
às sete emanações divinas (sefirot)
inferiores. Cada um dos triângulos que formam os lados da
estrela representam uma emanação e o centro dos
triângulos maiores sobrepostos, representam a emanação
denominada Malchut. O filósofo Franz Rosenzweig atribui
um outro significado. Rosenzweig afirmou que um dos triângulos
seria a representação da base de "focos",
que caracterizam o pensamento do mundo (Deus), o homem e o mundo.
O outro representaria a posição do judaísmo
nestes assuntos, referindo-se aos três fundamentos principais
da religião: a Criação (a relação
entre Deus e o mundo), a revelação (relação
entre Deus e o homem) e a redenção (a relação
entre o homem e o mundo).
Numa
outra interpretação, provavelmente de base alquímica,
os triângulos componentes representam a água e o
fogo, e a junção destes elementos, normalmente associados
à figuras de animais. Há ainda suposições
menos plausíveis associando o hexagrama à ritos
"satânicos", ou como um poderoso instrumento para
evocações e conjurações malignas em
círculos de magia negra; ou associá-lo à
pegada de um suposto demônio conhecido por Trud.
Ainda, pode-se encontrar o número 666 ao se consi-derar
as duas faces de cada um dos seis triângulos externos, no
sentido horário e anti-horário (6 e 6), e as seis
linhas que compõem o hexágono interno (666). De
qualquer forma, dentro dos círculos ocultistas, o hexagrama
geralmente é visto com alguma palavra ou símbolo
gravado em seu centro para ser aplicado numa situação
específica, como potencializar um ritual ou evocar alguma
divindade. A CRUZ E SEUS SMBOLISMO
Apesar de ter sido difundida pelo cristianismo como símbolo do sofrimento de Cristo à crucificação, a figura da cruz constitui um ícone de caráter universal e de significados diversificados, amparados por suas inúmeras variações.
É
possível detectar a presença da cruz, seja de forma
religiosa, mística ou esotérica, na história
de povos distintos (e distantes) como os egípcios, celtas,
persas, romanos, fenícios e índios americanos.
Seu modelo básico traz sempre a intersecção
de dois eixos opostos, um vertical e outro horizontal, que representam
lados diferentes como o Sol e a Lua, o masculino e o feminino
e a vida e a morte, por exemplo.
É a união dessas forças antagônicas
que exprime um dos principais significado da cruz, que é
o do choque de universos diferentes e seu crescimento a partir
de então, traduzindo-a como um símbolo de expansão.
De acordo com o estudioso Juan Eduardo Cirlot,
ao situar-se no centro místico do cosmos, a cruz assume
o papel de ponte através da qual a alma pode chegar a Deus.
Dessa maneira, ela liga o mundo celestial ao terreno através
da experiência da crucificação, onde as vivencias
opostas encontram um ponto de intersecção e atingem
a iluminação.
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Cruz
simples: Em sua forma básica a
cruz é o símbolo perfeito da união
dos opostos, mantendo seus quatro "braços"
com proporções iguais. Alguns estudiosos
denominam esta como Cruz Grega.
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Cruz de Santo
André: Símbolo da humildade
e do sofrimento, recebe esse nome por causa de Santo André,
que implorou a seus algozes para não ser crucificado
como seu Senhor por considerar-se indigno. Acredita-se
que o santo foi martirizado em uma cruz com essa forma.
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Cruz de Santo
Antonio (Tau): Recebeu esse nome por reproduzir
a letra grega Tau. É considerada por muitos, como
a cruz da profecia e do Antigo Testamento. Dentre suas
muitas representações estão o martelo
de duas cabeças, como sinal daquele que faz cumprir
a lei divina, encontrado na cultura egípcia, e
a representação da haste utilizada por Moisés
para levantar a serpente no deserto.
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Cruz Cristã:
Definitivamente o mais conhecido símbolo cristão,
que também recebe o nome de Cruz Latina. Os romanos
a utilizavam para executar criminosos. Por conta disso,
ela nos remete ao sacrifício que Jesus Cristo ofereceu
pelos pecados das pessoas. Além da crucificação,
ela representa a ressurreição e a vida eterna.
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Cruz de Anu:
Utilizada tanto por assírios como
caldeus para representar seu deus Anu, esse símbolo
sugere a irradiação da divindade em todas
as direções do espaço.
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Cruz Ansata:
Um dos mais importantes símbolos da cultura egípcia.
A Cruz Ansata consistia em um hieróglifo representando
a regeneração e a vida eterna. A idéia
expressa em sua simbologia é a do círculo
da vida sobre a superfície da matéria inerte.
Existe também a interpretação que
faz uma analogia de seu formato ao homem, onde o círculo
representa sua cabeça, o eixo horizontal os braços
e o vertical o resto do corpo.
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Cruz Gamada
(Suástica): A suástica representa
a energia do cosmo em movimento, o que lhe confere dois
sentidos distintos: o destrógiro, onde seus "braços"
movem-se para a direita e representam o movimento evolutivo
do universo, e o sinistrógiro, onde ao mover-se
para a esquerda nos remete a uma dinâmica involutiva.
No século passado, essa cruz adquiriu má
reputação ao ser associada ao movimento
político-ideológico do nazismo.
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Cruz Patriarcal:
Também conhecida como Cruz de Lorena e Cruz de
Caravaca possui um "braço" menor que
representa a inscrição colocada pelos romanos
na cruz de Jesus. Foi muito utilizada por bispos e príncipes
da igreja cristã antiga e por jesuítas nas
missões no sul do Brasil.
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Cruz de Jerusalém:
Formada por um conjunto de cruzes, possui uma cruz principal
ao centro, representando a lei do Antigo Testamento, e
quatro menores dispostas em cantos distintos, representando
o cumprimento desta lei no evangelho de Cristo. Tal cruz
foi adotada pelos cruzados graças a Godofredo de
Bulhão, primeiro rei cristão a pisar em
Jerusalém, representando a expansão do evangelho
pelos quatro cantos da terra.
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Cruz da Páscoa:
Chamada por alguns de Cruz Eslava, possui
um "braço" superior representando a inscrição
INRI, colocada durante a crucificação de
Cristo, e outro inferior e inclinado, que traz um significado
dúbio, dos quais se destaca a crença de
que um terremoto ocorrido durante a crucificação
causou sua inclinação.
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Cruz do Calvário:
Firmada sobre três degraus que representam a subida
de Jesus ao calvário, essa cruz exalta a fé,
a esperança e o amor em sua simbologia.
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Cruz Rosa-Cruz:
Os membros da Rosa Cruz costumam explicar seu significado
interpretando-a como o corpo de um homem, que com os braços
abertos saúda o Sol e com a rosa em seu peito permite
que a luz ajude seu espírito a desenvolver-se e
florescer. Quando colocada no centro da cruz a rosa representa
um ponto de unidade.
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Cruz de Malta:
Emblema dos Cavaleiros de São João, que
foram levados pelos turcos para a ilha de Malta. A força
de seu significado vem de suas oito pontas, que expressam
as forças centrípetas do espírito
e a regeneração. Até hoje a Cruz
de Malta é muito utilizada em condecorações
militares.
|
Por
Guss de Lucca
Fonte: "Dictionary
of Symbols", J.E. Cirlot - Madrid - 1962
A CRUZ E SEUS ESPIRITOS
Este é o símbolo de
maior força e o mais prodigioso dos signos cabalísticos.
Sua atuação é magnética. Cada uma
de suas partes reflete os poderes ocultos e imateriais do grande
pélago dos espíritos.
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Esta cruz deve ser usada somente
nas ocasiões excepcionais. Deve ser repassado, sem o mínimo
erro, para um pergaminho virgem. O homem deve trazê-la no
bolso esquerdo e a mulher, entre os seios, como se fosse um escapulário.
A Cruz dos Espíritos propicia, a quem a
carrega nas condições assinaladas, Felicidade, Amor,
Saúde e Fortuna.
Extraído
do livro "As Clavículas de Salomão" de
Anthon Zeraschi
TETAGRAMAMTON
Para que compreendamos o que significa
o Tetragrammaton é necessário, antes de
tudo, definir acrônimo. A palavra acrônimo
tem origem no grego (akron = extremidade + onymo
= nome) e significa o conjunto de letras, pronunciado
como uma palavra, formado a partir das letras iniciais (ou de
sílabas) de palavras sucessivas que constituem uma denominação.
Por exemplo, a sigla NASA (National Aeronautics and Space Administration)
é um acrônimo.
Dessa
forma, a palavra Tetragrama tem origem no grego (tetra
= quatro + gramma = letra) e significa
a expressão escrita, constituída de quatro letras
ou sinais gráficos, destinada a representar uma palavra,
acrônimo, abreviatura, sigla ou a pauta musical de quatro
linhas do canto-chão.
Acredita-se que o Tetragrama hebraico designa o
nome pessoal do "Deus de Israel", como foi originalmente
escrito e encontrado na Torah, o primeiro livro do Pentateuco.
Este tetragrama varia como YHWH, JHVH, JHWH e YHVH. Em algumas
obras, especialmente no Antigo Testamento escrito em sua maioria
em hebraico com partes em aramaico, o Tetragrama surge mais de
6 mil vezes (de forma isolada ou em conjunção com
outro nome divino).
O impronunciável
nome de Deus
A tradição esotérica dos judeus,
a cabala, considera o nome de Deus sagrado e impronunciável.
Possivelmente, a origem deste conceito está no terceiro
Mandamento: "Não tomarás o nome do Senhor
teu Deus em vão; porque o Senhor não terá
por inocente o que tomar o seu nome em vão".
(Êxodo - Capítulo XX - Versículo VII). Assim,
um grupo de sábios judeus, conhecidos como Massoretas,
incorporou "acentos" que funcionavam como vogais e viabilizavam
a pronúncia do tetragrama, resultando na palavra Adonai
(Senhor), que passou a ser utilizada para pronunciá-lo.
Os nomes Jeová, Iehovah, Javé, Iavé, ou ainda
Yahweh, são adaptações para a língua
portuguesa da palavra Adonai, e não do tetragrama original.
Porém,
há ainda uma crença entre os judeus do início
do período cristão, que a própria palavra
Torah seria parte do nome divino. Há outra relação
interessante encontrada nos nomes originais de Adão e Eva,
Yod e Chawah, respectivamente. Uma combinação entre
estes dois nomes resulta numa das variações do tetragrama,
YHWH, fato que sugere uma relação entre Criador
e criatura. Com o decorrer do tempo, foram adotados outros termos
para se referir ao Tetragrama: "O Nome", "O Bendito"
ou "O Céu".
O místico cristão, Jacob Boehme,
utilizando-se de uma cabala gráfica (conhecida como Árvore
da Vida), encontrou os 72 Nomes de Deus (publicado em 1652,
no livro Oedipus Aegypticus). Sendo que todos são
formados por apenas quatro letras, o que caracteriza mais uma
vez o tetragrama. Seguindo este raciocínio, encontramos
também Tupã (divindade dos índios brasileiros),
Yang (em chinês, possui vários significados, entre
eles, Deus do bem), Bara (o equivalente à Deus na seita
islâmica Beahismo) e Xiva (divindade Hindu).
Tetragrammaton:
Símbolo e Amuleto
Se considerarmos que as letras de um alfabeto nada
mais são que sinais gráficos, o Tetragrama, em sua
representação gráfica, conhecido como Tetragrammaton,
é uma complexa combinação de letras do alfabeto
hebraico, grego e latino, associados a diversos símbolos
conhecidos no ocultismo. Nele encontra-se o pentagrama entrelaçado,
símbolos zodiacais, algarismos e formas geométricas,
entre outras representações.
No ocultismo, incluindo suas diversas ramificações,
o Tetragrammaton desempenha uma função muito importante,
sendo usado em rituais e invocações e na forma de
talismãs. Os ocultistas interpretam o Tetragrammaton e
outros símbolos cabalísticos nele contidos, como
poderosos signos mágicos, capazes de potencializarem rituais
abrindo as portas da consciência humana.
Acompanhe a descrição de alguns elementos
do Tetragrammaton:

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Pentagrama
O pentagrama
assume diversos significados de acordo com o contexto
em que é encontrado. Neste caso, é a base
do Tetragrammaton. Assim, podemos interpretá-lo
como símbolo do "Homem Realizado". Isto
é, uma representação da entidade
humana evoluída em todos os estágios espirituais.
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Os olhos
do Pai - Júpiter
No ângulo superior do Pentagrama,
encontramos "Os olhos do Pai" e a representação
do planeta Júpiter. Uma alusão aos olhos
do Criador, o espírito, o poder que coordena tudo
e todos.
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Marte
Nos "braços"
do Tetragrammaton encontra-se o símbolo astrológico
e zodiacal do planeta Marte, representando a Força,
ou a Energia pura da criação.
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Saturno
Nos ângulos inferiores está
a representação astrológica e zodiacal
do planeta Saturno. É um dos principais símbolos
usados na Magia, representando os mestres que anularam
o próprio ego e as falhas inerentes ao ser humano,
atingindo assim, a perfeição.
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Sol e
Lua
Posicionados nas linhas verticais do
Pentagrama, próximos ao centro da figura, o Sol
e a Lua fazem referência aos pólos femininos
e masculinos da criação, contidos em todos
os organismos, incluindo o Microcosmos e o Macrocosmos.
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Mercúrio
e Vênus
Estes símbolos são amplamente
encontrados na literatura alquímica e são
representações astrológicas e zodiacais
destes planetas. Localizados sobrepostos no centro da
figura, referem-se à união dos pólos
de onde surgirá o Caduceu de Mercúrio.
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Caduceu
de Mercúrio
O Caduceu de Mercúrio é
o símbolo alquímico da transmutação.
Associado aos símbolos superiores de Mercúrio
e Vênus, refere-se à criatura, ou seja, o
resultado da união entre os pólos feminino
e masculino, entre as forças lunares e solares,
e o ponto de equilíbrio entre eles. Por estar localizado
no centro da figura, também pode ser interpretado
como a "coluna vertebral", ou, Kundalini,
responsável pela união da energia sexual
entre as polaridades.
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Jehova
Esta inscrição hebraica
é um tetragrama pronunciado Jehova (lê-se
da direita para a esquerda), sendo mais uma das várias
alusões ao "Nome de Deus".
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Alfa
e Omega
Alfa e Omega são, respectivamente,
a primeira e última letra do alfabeto grego. Esta
é uma referência ao princípio e fim
de todas as coisas. Alfa está abaixo dos "Olhos
do Pai". Omega encontra-se invertido, na base do
Caduceu de Mercúrio. Isto pode significar o caldeirão
utilizado pelos alquimistas, ou ainda, o caldeirão
(útero) da Deusa, para alguns ocultistas.
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Binário
Localizados fora do pentagrama, os números
1 e 2 são referências à bipolaridade;
isto é, uma representação de que
todas as coisas possuem dois lados. Seguindo este conceito,
podemos também compreendê-los como outra
manifestação dos pólos masculino
e feminino, início e fim, bem e mal, entre outros.
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Logos
Logos é uma palavra grega que significa
razão, mas também é interpretada
como "fonte de idéias" e "verbo
divino". Associado ao Tetragrammaton, os números
1, 2 e 3 representam respectivamente o Pai, a Mãe
e o Filho. Também pode ser interpretado como
a Tríade do Cristianismo (Pai, Filho e Espírito
Santo) ou como o triângulo, amplamente encontrado
nas tradições esotéricas.
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Cálice
O cálice significa o pólo
feminino da criação. Na alquimia
é utilizado para representar o elemento Água.
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Espada
Flamejante
A "espada de fogo", dentro
do contexto alquímico, representa o próprio
elemento fogo. Porém, associado ao Tetragrammaton,
assume o papel do pólo masculino e do pênis,
símbolo de fertilidade entre as antigas tradições.
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Báculo
Báculo é o bastão
comumente usado por Magos. Está dividido em sete
escalas representando os estágios de evolução.
Na alquimia está relacionado ao elemento Terra.
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Hexágono
do Mago
O hexágono do Mago representa
o domínio do espírito sobre a matéria.
Na alquimia está relacionado ao elemento Ar.
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Não é possível
definir apenas uma relação entre os vários
símbolos que compõem o Tetragrammaton e tampouco
uma finalidade específica desse conjunto. Seus sinais transitam
entre correntes tão distantes que a interpretação,
em certos casos, chega a ser paradoxal.
Se observarmos estas combinações
simbólicas através do ângulo alquímico,
teremos um determinado resultado. Porém, se analisado através
dos conceitos astrológicos, por exemplo, a conclusão
poderá ser totalmente distinta. Assim, a atenção
e perspicácia do observador tornam-se fundamentais para
decifrar o Tetragrammaton, um dos mais antigos e poderosos símbolos
da espiritualidade humana.
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Disponível:
The Tetragrammaton - Is Essential to Your Faith (em
Inglês)SIMBOLOGIA MAÇONICA
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Estrela de
cinco pontas: sendo a Estrela do
Oriente ou a Estrela Iniciação, é
a que simbolizou o nascimento de Jesus. É o símbolo
do Homem Perfeito, da Humanidade plena entre Pai e Filho;
o homem em seus cinco aspectos: físico, emocional,
mental, intuitivo e espiritual. Totalmente realizado e
uno com o Grande Arquiteto do Universo. É o homem
de braços abertos, mas sem virilidade, porque dominou
as paixões e emoções. Na Maçonaria
e nos seus Templos, a abóbada celeste está
adornada de estrelas. A Estrela é o emblema do
gênio Flamejante que levam às grandes coisas
com a sua influência. É o emblema da paz,
do bom acolhimento e da amizade fraternal.
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Acácia:
a planta símbolo por excelência da Maçonaria;
representa a segurança, a clareza, e também
a inocência ou pureza. A Acácia foi tida
na antiguidade, entre os hebreus, como árvore sagrada
e daí sua conservação como símbolo
maçônico. Os antigos costumavam simbolizar
a virtude e outras qualidades da alma com diversas plantas.
A Acácia é inicialmente um símbolo
da verdadeira Iniciação para uma nova vida,
a ressurreiçãora uma vida futura.
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Avental:
símbolo do trabalho maçônico.
Tem a forma de um retângulo, encimado por um triângulo;
nos dois primeiros graus são simples, sem enfeites
ou adornos, e de tecido branco. Os aventais dos demais
graus, tem cor e desenhos variados, conforme os graus
que representa e conforme o rito adotado. O fundo porém
é sempre branco.
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Colunas:
símbolos dos limites do mundo criado, da vida e
da morte, do elemento masculino e do elemento feminino,
do ativo e do passivo. Simboliza também a força,
a sustentação.
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Compasso:
símbolo do espírito, do pensamento nas diversas
formas de raciocínio, e também do relativo
(círculo) dependente do ponto inicial (absoluto).
Os círculos traçados com o compasso representam
as lojas. No Grau de Aprendiz, ele está embaixo
do esquadro, indicando que existe, por enquanto, a predominância
da matéria sobre o espírito. A abertura
indica o nível do conhecimento humano, sendo esta
limitada ao máximo de 90º, isto é ¼
do conhecimento.
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O
nº 9: é o princípio
da Luz Divina, Criadora, que ilumina todo pensamento,
todo desejo e toda obra, exprime externamente a Obra de
Deus que mora em cada homem, para descansar depois de
concluir sua Obra. O homem novenário que pelo triplo
do ternário, é a união do absoluto
com o relativo, do abstrato com o concreto. O número
nove, no simbolismo maçônico, desempenha
um papel variado e importante com significados aplicados
na sua forma ritualística. O número 9, é
o número dos Iniciados e dos Profetas.
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Delta:
também chamado de Triângulo Fulgurante,
representa na Maçonaria o Supremo Criador de todas
as coisas, cujo olho luminoso é o Olho da Sabedoria
e da Providência, que observa tudo que vê
e provê. Ele simboliza também, os atributos
da Divindade: Onipresença, Onividência e
Onisciência, que o verdadeiro maçom tem como
lembrete divino de sua suprema relevância para sua
vida.
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Esquadro:
resulta da união da linha vertical com a linha
horizontal, é o símbolo da retidão
e também da ação do Homem sobre a
matéria e da ação do Homem sobre
si mesmo. Significa que devemos regular a nossa conduta
e as nossas ações pela linha e pela régua
maçônica, pelo temor de Deus, a quem temos
de prestar contas das nossas ações, palavras
e pensamentos. Emite a idéia inflexível
da imparcialidade e precisão de caráter.
Simboliza a moralidade.
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Malhete:
pequeno martelo; emblema da vontade
ativa, do trabalho e da força material; instrumento
de direção, poder e autoridade. Um aspecto
fundamental na utilização deste instrumento
é o do discernimento e lógica que devem
conduzir a vontade. Utilizando ao caso, com força
apenas, ele passará a ser um instrumento de destruição,
incompatível com a Maçonaria.
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Pavimento
em mosaico: chão em xadrez
de quadrados pretos e brancos, com que devem ser revestidos
os templos; símbolo da diversidade do globo e das
raças, unidas pela Maçonaria; símbolo
também da oposição dos contrários,
bem e mal, espírito e corpo, luz e trevas.
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Pedra
bruta: símbolo das imperfeições
do espírito que o maçom deve procurar corrigir;
e também, da liberdade total do Aprendiz e do maçom
em geral. As arestas desta Pedra Bruta, cabe ao aprendiz
desbastar, disciplinando, educando, instruindo sua personalidade,
objetivando vencer suas paixões e subordinar sua
vontade à prática do bem.
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A letra
G: é a sétima letra
do nosso alfabeto e que sabiamente, os Maçons
apresentam grandes questionamentos, e que através
de estudos, apresentamos um resumo dos diversos significados:
Gravitação
- É a força primordial que rege o movimento
e o equilíbrio da matéria;
Geometria ou a Quinta Ciência
- É fundamento da ciência positiva, simbolizando
a ciência dos cálculos, aplicada à
extensão, à divisão de terras,
de onde surge a noção da parte que nelas
a nós compete, na grande partilha da humanidade
e dos direitos da terra cultivada;
Geração
- É a vida perpetuando a série dos seres.
Força Criadora que se acha no centro de todo
ser e de todas as coisas;
Gênio - É
a inteligência humana a brilhar com seu mais vivo
fulgor;
Gnose - É o
mais amplo conhecimento moral, o impulso que leva o
homem a aprender sempre mais e que é o principal
fator do progresso;
Glória - a Deus;
Grandeza - O homem,
a maior e mais perfeita Obra da Criação;
Gomel - Uma palavra
hebraica, entende-se os deveres do homem para com Deus
e os seus semelhantes.
Concluiremos, sintetizando
que, a letra G é, realmente, o grande segredo
maçônico, segredo tão secreto e
misterioso, que nem mesmo os mais cultos e sábios
Maçons conseguem decifrá-lo.
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Templo:
símbolo da construção
maçônica por excelência, da paz profunda
para que tendem todos os maçons.
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Três
pontos; triângulo: símbolo
com várias interpretações, aliás
conciliáveis: luz, trevas e tempo; passado, presente
e futuro; sabedoria, força e beleza; nascimento,
vida e morte; liberdade, igualdade e fraternidade.
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Obs: Há muitos outros símbolos
na Maçonaria. Apresentamos aqui, somente os mais difundidos
e conhecidos.
OUROBOROS
O
Ouroboros é a representação gráfica
de uma serpente ou um dragão, em forma circular, engolindo
a própria cauda. Este símbolo é encontrado
na antiga literatura esotérica (alguma vezes, associado
à frase Hen to pan – O Todo ou
O um) e em diversas tradições ocultistas
e escolas iniciáticas em forma de amuleto.
A origem etimológica do
termo Ouroboros está, supostamente, na linguagem copta
e no idioma hebreu, na qual ouro, em copta, significa Rei,
e ob em hebreu, significa serpente. Mas, precisar
sua origem e significado primitivo, torna-se uma tarefa praticamente
impossível. Mesmo que de certa forma estejam interligados
mas, paralelamente, trazem interpretações distintas.
Os primeiros registros deste arquétipo
foram encontrados entre os egípcios, chineses e povos do
norte europeu (associado a serpente folclórica Jörmungandr)
há mais de 3000 anos. Na civilização egípcia,
é uma representação da ressurreição
da divindade egípcia Rá, sob a forma do
Sol. Também é encontrado entre os fenícios
e gregos.
Símbolos
& Signos
Entre tantos símbolos relacionados, o Ouroboros
é um dos que apresenta maior hipótese de significados.
Isto porque há outras representações iconográficas
contidas e associadas ao próprio Ouroboros.
A serpente, que nos textos canônicos está
associada às aspectos maléficos, como no livro Gênesis
3:13, (Perguntou o Senhor Deus à mulher: Que é
isto que fizeste? Respondeu a mulher: A Serpente enganou-me, e
eu comi.), na maior parte das culturas pré-cristãs,
é um símbolo de sabedoria. Partindo do princípio
que o Ouroboros é um símbolo pré-cristão,
pode-se supor que este conceito de sabedoria é predominante.
Mas, pode-se também interpretar que o ato
de engolir a si mesma, é uma interrupção
do ciclo humano em uma busca evolutiva do espírito noutros
planos. Por outro lado, pode significar a auto-destruição
através do ato de consumir a própria carne e até
mesmo a auto-fecundação. Ainda, o fato de encontrar-se
na forma circular é um arquétipo representativo
de movimentos ininterruptos e pode representar também o
Universo. Além da interpretação
de que a serpente atua nas esferas inferiores (Inferno), enquanto
o círculo representa o Reino Divino. Em outras situações,
o animal tem duas cores distintas. Neste caso, provavelmente,
uma referência a Yin e Yang, ou pólos
masculino e feminino, dia e noite, bem e mal, e outros paradoxos
da natureza.
Sob uma perspectiva alquímica, o Ouroboros
é representado na figura de dois animais míticos
engolindo um a cauda do outro; não sendo, neste caso, necessariamente,
uma serpente. Segundo o Uractes Chymisches Werk (Leipzig
– 1760), "alimenta este fogo com fogo,
até que se extinga e obterás a coisa mais estável
que penetras todas as coisas, e um verme devorou o outro, e emerge
esta imagem". Esta descrição alquímica
é uma alusão ao processo de separação
do material em dois elementos distintos.
Porém,
de uma forma mais ampla, o Ouroboros é uma representação
dos ciclos reencarnatórios da alma humana. Ainda, segundo
o Dictionnaire des Symboles, simboliza o "ciclo
da evolução fechado sobre si mesmo. O símbolo
contém as idéias de movimento, continuidade, autofecundação
e, em conseqüência, o eterno retorno". Na
obra Magic Symbols de Frederick Goodman é citado
"serpente... [seja] o símbolo da sabedoria dos
verdadeiros filósofos" e "O Tempo, do
qual apenas a sabedoria brota".
Atualmente, o Ouroboros é comumente encontrado
em amuletos esotéricos, na simbologia maçônica
e na teosofia. Porém, também está presente
no selo dos Estados Unidos da América, posicionado acima
da águia bicéfala. Ainda, é muito comum encontrá-lo
em monumentos funerários, fazendo alusão, mais uma
vez, aos ciclos da vida.
CABALA
Sob
uma definição generalizada, Cabala pode ser compreendida
como "tratado filosófico-religioso hebraico, que
pretende resumir uma religião secreta que se supõe
haver coexistido com a religião popular dos hebreus".
Porém, esta é uma definição extremamente
simplificada que omite diversos aspectos significativos.
A origem etimológica da
palavra Cabala encontra-se no hebraico como qabbalah
e é comumente grafada de diversas formas: Kabbalah,
Qabbala, cabbala, cabbalah, kabala,
kabalah, kabbala. Originalmente, significa recepção
ou recebimento, no sentido metafórico de "recebimento
do ensinamento" ou "recebimento da sabedoria".
Nos meios de estudo filosóficos
e ocultistas, a Cabala é uma doutrina mística do
judaísmo que tem por objetivo conhecer Deus e o Universo
através de um ensinamento restrito aos seres espiritualmente
iluminados. Porém, segundo o Rabino Joseph Saltoun, a Cabala
é mais democrática e acessível: ''A cabala
é uma sabedoria universal que está na essência
de todas as religiões, por isso qualquer pessoa pode estudar
e praticar''.
Uma das formas de obter o conhecimento
superior seria através da interpretação correta
de textos sagrados, inclusive a Bíblia. Não apenas
da mensagem explícita, mas também dos códigos
implícitos infiltrados na grafia destes livros.
Estes antigos manuscritos são
as bases do misticismo judaico que se desenvolveu ao longo da
história e nos quais encontram-se elementos que posteriormente
seriam reconhecidos como elementos pertencentes à Cabala.
Entre eles estão o Bahir (publicado no início
do século XII e impresso apenas em meados do século
XVII), o Zohar (conjunto de textos sobre a Torah com
uma abordagem mística da natureza divina, natureza da alma,
universo, bem e mal, entre outros), e o Sefer Yetzirah
(Livro da Luz - antigo texto do hebraico de período histórico
não determinado).
O estudo da Cabala pode ser dividido
em duas partes. A Cabala Teórica que tem por objetivo compreender
o equilíbrio do universo pelo estudo das energias espirituais
oriundas de Deus e dos códigos numéricos ocultos
no texto original. A Cabala Mágica que possibilita interferir
em acontecimentos práticos através da meditação
ou recitação dos nomes sagrados de Deus, expressos
em 72 combinações de letras do alfabeto hebraico.
A
Alma e a Cabala
Alguns pontos comuns entre o Zohar
e a tradição da Cabala são encontrados quando
referem-se aos elementos que compõem a alma. Segundo esta
análise, a alma humana é composta de três
partes distintas que são plenamente despertas apenas em
indivíduos evoluídos espiritualmente.
O nefesh é comum
a todos os seres humanos e passa a integrar o indivíduo
no momento de seu nascimento. É a fonte da natureza física
e psicológica. É considerado a parte inferior (irracional)
da alma que está associado aos instintos e desejos físicos.
O ruach é a parte mediana responsável por
virtudes morais e capacidade de distinção entre
o bem e o mal. O ruach é desenvolvido ao longo da vida
e depende da nobreza de valores de cada indivíduo, como
suas crenças e ações. O neshamah
é a alma superior. É o elemento determinante que
distingue o ser humano de outras formas de vida e está
relacionada diretamente ao intelecto. Também é desenvolvido
no decorrer da vida.
Ainda,
no Raaya Meheimna (manuscrito posteriormente
incorporado ao Zohar) há alusões a outros dois elementos:
o chayyah (permite ao homem a percepção do poder
divino) e o yehidah (nível mais elevado que permite total
integração com Deus).
Há também elementos
que se manifestam eventualmente na alma humana. O Ruach HaKodesh
permite a capacidade profética. O Neshamah Yeseira
permite uma maior profundidade espiritual ao judeu durante o Shabbat
(descanso semanal que, segundo o judaísmo, foi ordenado
por Deus). Esta habilidade adquirida pela alma pode se desenvolver
ou retroceder totalmente, de acordo com a fé do judeu.
O Neshoma Kedosha que se manifesta nos judeus ao atingirem
a maioridade e está relacionado ao estudo dos mandamentos
da Torah. Assim como o Neshamah Yeseira, o Neshoma Kedosha
também está passível de desenvolvimento ou
regressão, dependendo do empenho de cada indivíduo.
Entretanto, segundo estudiosos
(como o Rabino Joseph Saltoun), a Cabala também aplica-se
em diversas áreas dos conhecimentos e necessidades humanas,
tantos espirituais como físicas. É possível,
por exemplo, compreender a origem da alma, relacionamentos afetivos,
destino e livre arbítrio, por exemplo.
A
Cabala e suas conexões
O estudo cabalístico não
se limita ao universo judaico. A partir do século XVIII
houve um processo de popularização da Cabala entre
diversas tradições ocultistas; favorecendo sua infiltração
e conexão com outras faces do esoterismo, até mesmo
no ocidente. Desse modo, variações cristãs
da Cabala passaram a ser estudadas. A Cabala também passou
a integrar e combinar-se em correntes neopagãs.
Jesus Cristo poderia ter sido um
conhecedor dos mistérios cabalísticos. O Heptameron
(tratado medieval de magia) utiliza-se de símbolos cabalísticos.
Na idade Média, devido à intolerância religiosa,
o estudo da Cabala era secreto. Vários sistemas de Magia
utilizam a cabala como referência. O ocultista francês
Eliphas Levi
foi um dos estudiosos cabalísticos. A Cabala Hermética
(como é conhecida no Ocidente) foi abordada pelo ocultista
inglês Aleister
Crownley; assim como o Amanhecer Dourado de George
Cecil Jones. Em 1922, foi fundado pelo Rabino Berg, na cidade
de Jerusalém, o Centro de Estudos da Cabala, que favoreceu
sua disseminação além dos limites do judaísmo.
A
Árvore da Vida
A Árvore da Vida
é um recurso simbológico que representa alguns conceitos
cabalísticos. É formada por dez Sephira que emanam
de Ain Soph, que é a representação
da própria natureza divina da qual deriva cada sephira.
Cada uma das dez sephira representa uma dimensão para a
realidade. Assim, cada uma funciona como um canal que conduz a
"Luz do Mundo Infinito" até o homem.
Graficamente, as sephira estão
alinhadas em três colunas que estão interligadas
por meio de vinte e duas conexões. Estão dispostas
em camadas triangulares sendo que cada uma está relacionada
a um plano: Emanações (Atziluth), Criações
(Beriah), Formações (Yetzirah)
e Ações (Asiyah). As dez sephiras que compõem
a Cabala são Keter, Chochma, Biná,
Chesed, Gevurah, Tiferet, Netzach,
Hod, Yesod e Malchut.
A
Cabala no século XXI
Atualmente, a Cabala atingiu um
nível de popularidade suficiente a ponto de serem oferecidos
cursos de interpretação cabalística com ênfase
em aspectos práticos da vida cotidiana. Personalidades
como Madonna e Mick Jagger aderiram ao estudo da Cabala. Ainda,
há um Centro de Estudos da Cabala em São Paulo e
Rio de Janeiro.
Se, de certa forma, esta popularidade
obtida pode relegar a Cabala à condição de
uma simples ferramenta de auto-ajuda e autoconhecimento; por outro
lado, há a democratização de uma tradição
milenar e poderosa, que coloca-se ao alcance de qualquer cidadão
que deseje evoluir nos planos espirituais e materiais da própria
existência.











































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